Alinhavando nova frente de trabalho

Sábado foi minha primeira aula à frente de uma máquina de costura. Industrial. Confesso que foi um momento de intensa emoção, sim. Por amis que tudo que eu tenha costurado foram uns traços tortos e inúteis num quadrado amarelo de TNT, foi emocionante.

São anos longe da matraquenta máquina de costura. Vrum-vrum-vrum-vrum-vrum-vrum-vrum… esse sonzinho do motor, o movimento do tecido, da agulha… e ter a certeza de que está construindo algo útil (na maior parte das vezes não é um pedaço de TNT amarelo, apenas). O sentimento que me dominava todas as vezes em que eu me sentava em frente à máquina de costura voltou forte. Os figurinos, as roupas, os detalhes, tudo.

Será amor duradouro ou paixão passageira?

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corrigindo os defeitos

Qualquer moça que se preze sabe que há que se corrigir os defeitos a um mínimo aceitável.

Barriguinha, culote, pernas finas demais, cotovelos feios… vai falando qualquer coisa que vai sempre ter uma mulher que vai considerar aquilo um defeito grave. Uns só nascendo de novo, outros podem ser resolvidos com esforço interno e externo.

Assim como em qualquer tratamento, existem alguns passos que precisam ser dados, seja qual for o caminho a seguir:

1 – Admita o quê “não tá rolando”: estou acima do peso.

2 – Escolha entre as alternativas:

  • tento fingir que não reconheci nada, me escondo por entre as banhas, fingindo que estou super ok;
  • entro na dieta e na ginástica, sofrendo por me ver no espelho suando e cheia de celulites;
  • aceito a gordice e vivo feliz e sem preocupação com comida.

3 – Vá colocar em prática!

Eu entrei na academia e estou hiper feliz fazendo boxe, yoga e pilates. A gordinha aqui tá amarradona treinando seus socos, cachorros-olhando-pra-cima e fazendo abonimáveis abdominais.É uma diversão dolorida e terrível. Mas estou na torcida pelos resultados daqui a 6 meses. Quero ter a certeza de que a dor no joelho era apenas gordice e os problemas de saúde também se evaporam no suor da malhação.

Acho que não é pedir muito, é? Quero perfeição não. Voltar a ser a gostosona já está de bom tamanho. 😉

pavimentando novos caminhos

Há um tempinho atrás eu fiquei um pouco doente, o que me forçou a fazer uma autoavaliação: será que eu estou vivendo do melhor jeito? É hora de avaliar minhas prioridades? Será que estou tendo crises de fundo psicológico já que meu aniversário de 30 anos está logo adiante?

De qualquer forma, passei a pensar com um pouco mais de cuidado, ver as falhas e buscar formas de implementar as melhorias e soluções. É difícil admitir que sou de carne osso e tenho limites. Que não é possível fazer tudo. Pior ainda é aceitar que eu não posso controlar tudo. (Essa última afirmativa dói).

Bom, nesta minha faxina interior puxei o fio da memória, tentando achar coisas que, além do trabalho, pudessem me dar puro e simples prazer (olha a mente suja… esses contam também, porém não são o objetivo de dissertação aqui); um hobby. Eu não faço vasos de cerâmica, não sei pintar em telas a óleo, sei crochetar e tricotar o básico (tenho projetos inacabados de todos os estilos e formatos), sei bordar em ponto cruz… aí me lembrei de 3 coisas que SEMPRE foram presentes e com as quais sempre tenho imenso prazer: costurar, cozinhar e viajar.

E analisando minha vida, fui deixando elas de lado em prol do trabalho. Não reclamo, eu amo muito o que faço, mas é necessário dar um stop e trocar o disco, não é mesmo? O primeiro passo foi reconhecer minha obesidade infantil (a criançona aqui come besteiras quando está ansiosa) e voltar para a academia (entenda-se: yoga, pilates e boxe). 

E não para aí. Divido com você, leitor, que:

1 – Depois de 2,5 anos morando em São Paulo, comprei um fogão. Meus quitutes light/integrais/sem glúten voltarão a fazer parte do dia-a-adia dos colegas e amigos.

2 – Após anos costurando de orelhada, a partir de agosto começo a fazer aulas de corte e costura.

3 – Em julho eu tiro 20 dias ininterruptos de férias em 4 anos. E. Vou. Viajar.

Também quero aprender um pouco de fotografia. Ninguém me segura!

E vou aproveitar para dividir minhas aventuras por aqui. E você, leitor, sempre faça o favor de se sentir em casa.

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Música: Standing in the Way of Control – Gossip

Livro: Everyone Worth Knowing – Lauren Weisberger

destrichando um pouco uma de minhas paixões

Moda. Aquela arte para a qual muitos caras torcem o nariz.

Para mim, ela sempre esteve presente, com uma mãe bem vestida, uma irmã que puxou o olho clínico dela e um pai que, suspeito, odeia a coisa toda.

Eu, confesso, fui meio “casa de ferreiro, espeto de pau”, já que tinha um ótimo olho para o mundo exterior, só que nunca me senti a vontade para me vestir bem. Foi com o tempo que aprendi e hoje, beirando os – ai! – trinta, é que a coisa estã tomando forma. Tenho livros, uma máquina de costura amiga, sei tricô e crochê, tenho livros de moda e hoje me considero uma aprendiz. Só me falta a paciência para a maquiagem. Mas vou chegar lá.

Depois de crescida, pude notar que o meu interesse pela moda e vestuário deriva de algumas fontes muito específicas:

– filmes antigos;

– roupas de época;

– figurinos de teatro;

– vitrines bem montadas.

O terceiro despontou há pouco. Descobri meu fascínio naqueles manequins de corpinho enxuto, alguns sem cabeça ou rosto, mas que vestem aquele vestido, saia ou casaco com uma maestria. Vem aquele suspiro de “ah, como eu queria…” que termina com a tristeza do preço alto e real falta de necessidade da peça.

Morando em SP tenho sofrido, confesso. Passo pelas lojas com o coração e os olhos apertados, já antevendo a dor pelo mantô  rosa antigo, o vestido envelope com estampa espinha-de-peixe, o vestido de bolinhas, o casaco… Não precisa ser Armani – meu sofrimento é reservado para os caros, não para os über-caros. Basta ter aquela costura bem-feita, um tecido de qualidade que, pronto!, já me ganha. Quando tem um SALE, Promoção, OFF ou afins, então, você pode~´a ver meu sorriso brilhando de longe. Vou virar aquela coisa linda da vitrine por apenas esse preço? Ah, fiquei feliz só de imaginar a situação.

Portanto, coleguinhas virtuais, prováveis visitantes, façam como eu, de hoje em diante, e agradeçam aos vitrinistas de plantão por fazê-los felizes ao mostrar que aquele suéter de malha rosa pink-azul-preto-argyle, que você queria tanto, veste super bem, fica lindo e, ainda, está num precinho irresistível. É desses prazeres que a vida é feita.

retorno

coisas que aprendi em dois anos:

1 – eu adoro trabalhar, realmente.

2 – tenho que pegar mais leve no trabalho. ordens médicas

3 – estou sem férias há mais de 3 anos. acho que isso + item 1 causou um certo revertério que culminou no item 2.

4 – estou voltando. repaginada.

coisas que me assustam

A velocidade do mundo é maior do que a minha capacidade de acompanhar.

A impressão constante é a de que estou dividindo pão velho.

No Twitter não consigo dar um furo, mesmo que fale sobre o que me aconteceu há cinco segundos.

É realmente angustiante constatar que o mundo anda rápido demais e que estou muito fora de forma para correr atrás.

Mas vou tentando… né.

ahn?

print da home de um megaportal na noite de domingo (2 de agosto)

morar sozinho

morar sozinho

 

Agora eu pergunto: sobre o que é a matéria? Ahn-ahn-ahn? Pessoas que pagam suas dívidas e conseguem viver sozinhos? Mas como viver sozinho se é um casal? Eles moram sozinhos nos EUA, no país?

Hm…

Hmmmmmm…

É não faz sentido. Vou clicar.

“Com a crise, apenas um casal conseguiu pagar seu apartamento e vive sozinho em prédio em Miami, EUA.”

Ahh… Nossa, a chamada nem fez sentido, né.

É… diploma pra quê, não é mesmo? Afinal, jornalista só fica postando coisinha no site.

privacidade, teu nome é gl*b*.com

É, diploma realmente é coisa boba num país como o nosso.

richtrofen

Ah se a moda pega…

Americana entra com processo contra faculdade  porque não conseguiu emprego.

Entendendo: uma menina pediu de volta o valor do seu investimento (palavra bonita para mensalidade) porque não viu os esforços da universidade em ajudá-la a conseguir um trabalho.

Eu me coloco no lugar dela:

– Estudei em universidade pública. A nação (leia-se classe média) pagou pela minha educação.

– Os estágios e empregos conquistados foram na luta mesmo, a convite dos professores com os quais eu tinha afinidade. Estudei para conseguir uma bolsa de monitoria.

– Meu campus era num casarão que nem ventilador de teto tinha. O bebedouro (sim, apenas um) ficava entre os banheiros, que fediam. Banheiros que não tinham papel higiênico. Já deixei de ter aula por falta de sala e de professor. Infra-est–o que?

– Minha faculdade só começou a ter quadro de estágios quando eu estava me formando.

– E eu demorei a me formar porque meu curso passou mais de um ano sem coordenador (sim, pasmem).

Vamos lá bater panela em Brasília e pedir a porcentagem destinada à educação pública de volta. E podem me usar como símbolo da luta que eu não me importo.

Ou avisar pra essa garota que emprego quem tem que arrumar é ela e não a faculdade.

Ou ainda, processar essa instituição, por formar pessoas que não correm atrás do que querem. Porque formar alguém que ainda acha que pode culpar os outros pelas suas mazelas é demais…

How to look good in photographs

Porque com as redes sociais o seu passado vai te perseguir.

Management Advice: How to Look Good in a Photograph

Via videojug