Ah se a moda pega…
Americana entra com processo contra faculdade porque não conseguiu emprego.
Entendendo: uma menina pediu de volta o valor do seu investimento (palavra bonita para mensalidade) porque não viu os esforços da universidade em ajudá-la a conseguir um trabalho.
Eu me coloco no lugar dela:
- Estudei em universidade pública. A nação (leia-se classe média) pagou pela minha educação.
- Os estágios e empregos conquistados foram na luta mesmo, a convite dos professores com os quais eu tinha afinidade. Estudei para conseguir uma bolsa de monitoria.
- Meu campus era num casarão que nem ventilador de teto tinha. O bebedouro (sim, apenas um) ficava entre os banheiros, que fediam. Banheiros que não tinham papel higiênico. Já deixei de ter aula por falta de sala e de professor. Infra-est–o que?
- Minha faculdade só começou a ter quadro de estágios quando eu estava me formando.
- E eu demorei a me formar porque meu curso passou mais de um ano sem coordenador (sim, pasmem).
Vamos lá bater panela em Brasília e pedir a porcentagem destinada à educação pública de volta. E podem me usar como símbolo da luta que eu não me importo.
Ou avisar pra essa garota que emprego quem tem que arrumar é ela e não a faculdade.
Ou ainda, processar essa instituição, por formar pessoas que não correm atrás do que querem. Porque formar alguém que ainda acha que pode culpar os outros pelas suas mazelas é demais…
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A situação do faculdade pública, eu nem preciso comentar, eu estava lá e sei do que você está falando… Mas essa Americana querer processar a universidade por que está desempregada, é como querer processar um parque de diversões em bom estado e com todos os brinquedos funcionado porque não se divertiu. Aparelhos haviam. Se não quis utilizar, aí é uma outra história… bjs