terapia vs. coaching

Graduar-se é sempre um período de incerteza. E hoje em dia o que não falta é resposta para toda e qualquer questão, transformando-nos, ironicamente, em seres ultradeprimidos.

O quê escolher num mar de escolhas? Como saber o que é certo, o que é melhor, o que irá guiar para um futuro próspero?

Não sou diferente e atualmente estou nesse período. Quando converso com os progenitores, sempre ouço que é questão de tempo. Meus amigos, pobres, estão na mesma situação.  Pessoas que se olham no espelho e se vêem tanto quanto o perdido Dupree (descubra quem é), ‘em busca de’ como Andy Sachs (quem é essa?), além de passar alguns segundos contemplando a vida de Angelina Jolie (ou afins).

É impensável permanecer parado, à espera de algo. Essa é a condição-base. Com MBA e emprego é menos pressão.

Dizem que uma outra condição indispensável é ter um bom jogo de cintura. Saber que dentre 150 propostas enviadas, pode ser que nenhuma tenha uma resposta positiva.  Lembrar de QI, o outro QI, QE, networking, formação contínua… Respirar fundo e não se desesperar.

Eu só ainda não sei bem como funciona essa coisa de colocar objetivos e alcançá-los. Nesse pultimo verbo eu sempre costumo encontrar problemas. Talvez precise de reforço em algum item do QE. Ou de networking. Ou de formação contínua. Deus queira que não seja QI, ou estarei frita.

Dizem que o processo de coaching é ideal para quem não sabe bem que rumo tomar na carreira.  Hmmm, parece tentador ter alguém dando as respostas e ainda indicando para vagas. Uma boa forma de inserção no mercado para quem não tem muita idéia e encontra-se frustrado com a carreira – ou falta de. Mas também parece assustador pagar para ouvir “você deveria ter feito ciências contábeis e não medicina”. Meeeeedo.

E a terapia? Se estamos assim tão deprimidos, seria um caminho para achar a felicidade. E felicidade nos indica para mais felicidade. Funciona mais ou menos como dinheiro atrai dinheiro. Fazer sessões de expurgo mental para aceitar que 38 não é um sapato grande demais, que 38 não é o manequim ideal para todos, que 38 não é idade para se desesperar. Que tanto ciências contábeis quanto medicina podem ser escolhas produtivas e tanto trocam de carreira – o que vai fazer você mais feliz?. Sabendo a resposta, um terapeuta seria inteiramente dispensável.

Eu estou olhando para essa bifurcação.

Será que existe algum coach ou terapeuta para me ajudar nessa escolha?

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